Desde que me entendo por gente que tenho memória do “quarto da costura” de lá de casa. Sempre cheio de panos e pedacinhos de papel vegetal a voar. Extremamente importantes, segundo a minha mãe, para confecção das fatiotas que na altura nos vestiam.
Se na altura eu, criança, não achava muita graça a ter roupa diferente e original, que mais ninguém tinha, hoje prezo a originalidade de uma peça. A utilização de materiais impensáveis é, talvez, o que mais me surpreende no artesanato que vou conhecendo por ai.
Pensando nisto resolvi que havia de conseguir fazer algumas coisinhas na máquina de costura que o meu irmão me deu aqui há uns tempos e que pouco mais fez até à data do que umas bainhas e umas tentativas mais ao menos frustradas de utilização de uns tecidos.
Fui então à procura de quem me dissesse como tornar uns metros de tecido numa peça de vestuário cujo único atributo fosse ser utilizável.
Encontrei! é o meu novo projecto!
Conto mostrar-vos o resultado final do meu curso de corte e costura. O único problema é que a aluna não tem tido muita criatividade às dez da noite para o seu novo delírio.
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